Possível corte de combustível pode ter causado queda do avião na Índia

Investigações em andamento na Índia estão analisando a hipótese de que uma falha no fornecimento de combustível aos motores possa ter sido a causa da trágica queda do voo da Air India em Ahmedabad, ocorrida em 13 de junho. O acidente envolveu um Boeing 787 Dreamliner, que seguia em direção a Londres, e caiu instantes após a decolagem, resultando na morte de pelo menos 270 pessoas, incluindo passageiros e tripulantes.

De acordo com fontes próximas às investigações ouvidas pela Reuters, a análise detalhada dos gravadores de voo e de voz, além de simulações realizadas pela fabricante Boeing, apontaram um foco especial nos interruptores de controle de combustível da aeronave. Até o momento, não foram identificadas falhas mecânicas nos sistemas principais do avião, e as autoridades não emitiram recomendações para alterações nas operações do modelo Boeing 787 Dreamliner.

A revista especializada Air Current foi a primeira a divulgar a hipótese de que poderia ter ocorrido uma interferência nos interruptores que regulam o fluxo de combustível para os dois motores do avião. Ainda não se sabe exatamente que tipo de manipulação, falha ou interferência possa ter acontecido, o que mantém a investigação aberta e em fase de análise aprofundada.

O único sobrevivente do acidente, que conseguiu escapar por um milagre, relatou que a sua saída foi resultado de uma combinação de sorte e rápida ação. Sua narrativa reforça a gravidade do incidente e a complexidade das causas envolvidas.

A investigação está sendo liderada pelo Departamento de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia, com apoio de órgãos internacionais especializados em segurança aérea. O relatório preliminar, que deve ser divulgado até a próxima sexta-feira, dia 11 de julho, pode conter informações limitadas, mas será fundamental para esclarecer as causas exatas do acidente e orientar futuras ações de segurança.

Este episódio reforça a importância de uma análise minuciosa e contínua dos sistemas de aeronaves modernas, especialmente em voos de longa duração, onde a segurança deve ser prioridade máxima. As autoridades continuam empenhadas em esclarecer todos os detalhes do ocorrido para evitar tragédias semelhantes no futuro.