A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) confirmou a identificação do primeiro morcego contaminado pelo vírus da raiva na região urbana de Campo Grande. O animal foi localizado no quintal de uma residência situada no Bairro Vivendas do Bosque, o que acendeu o alerta das autoridades sanitárias quanto aos cuidados necessários para evitar a disseminação da doença.
Conforme orientação da Sesau, morcegos que apresentem comportamento incomum — como permanecerem caídos no solo, desorientados ou invadirem ambientes internos das residências — devem ser considerados potenciais transmissores do vírus. Nesses casos, a recomendação é que a população não toque nem tente capturar o animal, acionando imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Os morcegos recolhidos são encaminhados para exames laboratoriais específicos, responsáveis por confirmar ou descartar a presença do vírus da raiva. Já os animais que permanecem em voo ou alojados em seus abrigos naturais, sem sinais de alteração comportamental, geralmente não representam ameaça à população.
Caso ocorra qualquer tipo de contato direto com morcegos ou outros animais suspeitos, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível para avaliação médica e, se necessário, início do protocolo de prevenção antirrábica, que é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença.
A Sesau também destaca a relevância da vacinação anual de cães e gatos, medida considerada uma das principais barreiras para impedir a circulação do vírus entre os animais domésticos e, consequentemente, reduzir o risco de transmissão aos seres humanos. A imunização regular desses animais é essencial para manter a segurança sanitária da população.
O Centro de Controle de Zoonoses realiza atendimento de segunda a sexta-feira, além de manter plantões em finais de semana e feriados, assegurando o recolhimento adequado e seguro dos animais suspeitos. Nos casos em que morcegos sejam encontrados fora do horário de funcionamento do serviço, a orientação é manter o animal isolado com cautela, evitando contato direto, até que a equipe especializada possa ser acionada.
A secretaria reforça que segue com monitoramento contínuo e ações preventivas permanentes em Campo Grande, com o objetivo de garantir resposta rápida e eficaz diante de possíveis ameaças à saúde pública. As autoridades ressaltam que a participação e conscientização dos moradores são fundamentais para impedir a propagação da raiva e preservar a segurança coletiva.