Serial killer condenado a 72 anos foge de presídio de segurança máxima no Tocantins

Autoridade intensificam buscas pelo foragido apelidado de “Serial Killer da Rotatória” após fuga de Natal; prisão ocorreu no sul do estado e seguia com mais de 60 horas sem captura.

Um detento considerado de alta periculosidade, identificado como Renan Barros da Silva, fugiu de um presídio de segurança máxima no sul do Tocantins e segue sendo procurado pelas forças de segurança. O criminoso cumpria pena de 72 anos de prisão por uma série de homicídios e outros crimes graves.

A fuga ocorreu na noite do dia 25 de dezembro, na Unidade de Tratamento Penal de Cariri. De acordo com as informações apuradas, Renan e outro preso conseguiram serrar as grades da cela onde estavam e utilizaram uma corda improvisada com lençóis para transpor o alambrado da unidade prisional. A ausência dos detentos só foi percebida na manhã seguinte, durante a conferência de rotina.

Conhecido como “serial killer da rotatória”, Renan ganhou notoriedade após ser responsabilizado por múltiplos assassinatos cometidos em diferentes regiões. As investigações apontaram que os crimes foram praticados com extrema violência, incluindo execuções premeditadas e ocultação de cadáveres, o que levou as autoridades a classificá-lo como um criminoso de alto risco.

Desde a confirmação da fuga, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos de segurança intensificaram as buscas na região sul do estado. Barreiras policiais foram montadas e operações seguem em andamento para tentar localizar e recapturar os foragidos.

As autoridades orientam a população a não tentar qualquer tipo de abordagem caso tenha informações sobre o paradeiro dos suspeitos, reforçando que qualquer dado pode ser repassado anonimamente às forças de segurança.

Paralelamente às buscas, foi aberta uma investigação para apurar as falhas que possibilitaram a fuga e identificar eventuais responsabilidades. A Secretaria responsável informou que medidas de reforço na segurança da unidade prisional estão sendo adotadas para evitar novas ocorrências.

A fuga reacende o debate sobre a segurança no sistema prisional e a necessidade de investimentos em estruturas e fiscalização, especialmente em unidades que abrigam presos considerados de alta periculosidade.