Anvisa determina retirada de pipoca Provatti e proíbe suplementos Nutricost em todo o país

Agência identifica irregularidades em rotulagem e comercialização de produtos alimentícios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (12) o recolhimento imediato de lotes do milho para pipoca da marca Provatti, produzido pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda. Além do recolhimento, a autarquia federal proibiu a comercialização, distribuição, divulgação e consumo do produto em todo o território nacional.

Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após a identificação de inconsistências nas informações presentes na embalagem. O produto trazia a declaração de que “não contém glúten”, ao mesmo tempo em que apresentava advertências relacionadas à possível contaminação cruzada com trigo ou à presença do ingrediente, o que pode induzir o consumidor ao erro e representar risco para pessoas com restrições alimentares, especialmente portadores de doença celíaca.

Em outra decisão publicada no Diário Oficial da União, a agência sanitária também determinou a apreensão e a proibição de diversos suplementos alimentares da marca Nutricost. De acordo com a fiscalização, os produtos eram comercializados por meio de plataformas e sites na internet, porém não apresentavam informações adequadas sobre o fabricante, considerado desconhecido pelas autoridades regulatórias.

Com a resolução, ficam proibidas em todo o país a fabricação, importação, armazenamento, distribuição, comercialização, propaganda e utilização dos suplementos da marca. A Anvisa ressaltou que a ausência de identificação regular do fabricante compromete a rastreabilidade dos produtos e impede a verificação dos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação brasileira.

As determinações foram formalizadas por meio das Resoluções RE nº 2.324/2026 e RE nº 2.325/2026, publicadas nesta sexta-feira. As ações reforçam o trabalho de monitoramento e fiscalização realizado pela Anvisa para garantir que alimentos e suplementos comercializados no mercado brasileiro atendam às normas sanitárias vigentes, preservando a saúde e a segurança dos consumidores.