Mato Grosso do Sul concentra maioria das mortes por chikungunya no país e acende alerta sanitário

Dourados lidera número de óbitos enquanto vacinação é ampliada em cidades em estado de epidemia

O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul colocou o Estado no centro da crise sanitária nacional em 2026. Com 19 mortes confirmadas até o momento, MS já concentra mais de 70% dos óbitos registrados no Brasil pela doença neste ano, segundo dados das autoridades de saúde. O município de Dourados aparece como o mais afetado, liderando o número de vítimas fatais e de casos graves relacionados ao vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O cenário preocupa especialistas devido ao crescimento acelerado da doença em praticamente todo o território sul-mato-grossense. O Estado já soma 12.739 casos prováveis de chikungunya, quantidade equivalente à população inteira de Porto Murtinho e superior ao número de habitantes de pelo menos 35 municípios de MS. Atualmente, 77 das 79 cidades registraram notificações da doença, demonstrando a rápida disseminação do vírus.

A incidência estadual chegou a 435,6 casos para cada 100 mil habitantes, índice considerado extremamente elevado e mais de 20 vezes acima da média nacional. Profissionais da saúde alertam que, além da febre alta e das fortes dores nas articulações, a chikungunya pode provocar complicações neurológicas, dificuldades motoras prolongadas e sequelas incapacitantes que podem permanecer por meses ou até anos.

Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que apresentam maior risco de agravamento e morte. Diante da escalada da epidemia, municípios como Itaporã, Dourados, Amambai e Sete Quedas deram início à ampliação da vacinação para adultos, principalmente em regiões com maior circulação do vírus.

As autoridades reforçam que a população deve procurar atendimento médico imediatamente ao apresentar sintomas como febre, dores intensas no corpo, manchas vermelhas e fadiga extrema. Paralelamente, equipes de vigilância epidemiológica intensificaram ações de combate ao mosquito transmissor, com mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e campanhas de conscientização em diversas cidades do Estado.