Muito além da vaga na final: por que City x PSG envolve também geopolítica no Oriente Médio

Título da Champions é o sonho desses clubes que foram alavancados por projetos bilionários de duas nações rivais: Emirados Árabes e Catar não tinham relações diplomáticas até janeiro

Ambos nunca foram campeões da Champions, sendo que o City busca sua primeira final,  foi Vice na temporada passada, o Paris tenta sua segunda decisão. Com o 2 a 1 na França no jogo de ida, o time inglês avança com um empate ou até mesmo derrota por 1 a 0. Os parisienses levam para a prorrogação com vitória por 2 a 1. O time de Neymar passa com um triunfo por um gol de diferença, desde que faça três ou mais gols (3 a 2, 4 a 3, etc).

“The Oil Derby”. Ou o “Clássico do Petróleo”, em bom português. Assim os torcedores ingleses nomearam a semifinal. Mas é muito mais do que isso. O jogo envolve geopolítica de todo o Oriente Médio. Emirados Árabes e Catar não tiveram relações diplomáticas entre junho de 2017 e janeiro deste ano.

Antes de mais nada, não estranhe: ligar o nome das duas monarquias árabes aos dois clubes não é exagero. O Manchester City pertence desde 2008 ao xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi e vice-primeiro ministro dos Emirados Árabes.

O Paris Saing-Germain foi adquirido em 2011 pelo Qatar Sports Investments (QSI), empresa ligada ao governo catari e presidida por Nasser Al-Khelaifi, que é muito próximo ao Emir do país, Tamim bin Hamad al Thani. O PSG é do Catar.

Os dois clubes foram injetados com mais de um bilhão de euros em contratações, cada (veja mais abaixo). Ganharam tudo nacionalmente. O Manchester City conquistou quatro de suas seis taças do Campeonato Inglês depois que foi vendido. E caminha para levar a quinta no período. O PSG sentiu o mesmo impacto. Ganhou sete de seus nove troféus do Francês a partir de 2011. Para ambos, falta a Liga dos Campeões.

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