Os senadores de Mato Grosso do Sul adotam posições diferentes sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil.
Enquanto há apoio declarado à proposta entre integrantes da bancada, outros parlamentares defendem cautela e análise técnica antes da votação no Senado.
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27), em dois turnos, e agora segue para apreciação do Senado Federal. O texto prevê o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso — e estabelece a adoção da escala 5×2, garantindo duas folgas semanais remuneradas, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.
A PEC também propõe a redução gradual da jornada máxima semanal de trabalho, atualmente fixada em 44 horas.
Entre os senadores sul-mato-grossenses, apenas a senadora Soraya Thronicke (PSB) declarou apoio público à proposta. Segundo ela, a aprovação representa “uma vitória dos trabalhadores brasileiros, que diariamente enfrentam jornadas exaustivas para garantir o sustento de suas famílias com dignidade”.
Soraya afirmou ainda que a discussão sobre melhores condições de trabalho é necessária e acompanha mudanças já adotadas em outros países, defendendo equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.
Já outros integrantes da bancada de Mato Grosso do Sul demonstraram cautela em relação ao tema.
Parlamentares defendem que a proposta seja debatida de forma ampla, considerando os impactos econômicos para empresários, especialmente pequenos e médios empregadores, além dos efeitos sobre a geração de empregos.
A expectativa é de que o texto provoque intenso debate no Senado nas próximas semanas, envolvendo representantes dos trabalhadores, empresários e especialistas em relações trabalhistas.